Envolver pais e comunidade é estratégia de escolas para melhorar ensino Agência Brasil | ||
| Duas escolas públicas, distantes milhares de quilômetros uma da outra, usaram estratégias bastante parecidas para melhorar a qualidade do ensino: mobilizaram os pais e a comunidade para que participassem da vida escolar dos alunos. As histórias da Escola Municipal Casa Meio Norte, de Teresina (PI), e do CEP n° 3 de Garupa (Província de Missiones), na Argentina, foram apresentadas na quarta-feira (28/4) durante um encontro internacional de comunicadores da América Latina, em Foz do Iguaçu (PR). Os dois colégios se localizam em áreas pobres e periferias das cidades. No caso da escola argentina, a maior dificuldade era convencer os alunos a frequentar a escola. A região teve um crescimento populacional muito rápido e as sete escolas não foram suficientes para atender a toda a demanda. Pais e alunos tiveram que se unir para construir uma unidade. Hoje, já são 22 | colégios. "No começo, os alunos tinham que estudar em escolas distantes, mas não tinham dinheiro para a passagem, então não iam à escola. Quando conseguimos a escola na nossa comunidade, os jovens já tinham perdido o interesse pelos estudos. Achavam que a situação seria a mesma – se estudassem ou não”, contou a diretora Graciela Sommerfeld. A escola criou diferentes oficinas – de teatro, patinação, atletismo, basquete – para que os alunos se sentissem “acolhidos”. “Isso tem muito a ver com o fato de tomar o aluno como um ser e não como um número. Isso gera um vínculo com o professor, com algum funcionário da escola, e faz com que sinta a necessidade de estar lá”, explicou Graciela. Na Casa do Meio Norte, que se localiza na periferia de Teresina, os pais são chamados ao dever de assumir suas responsabilidades e | cuidar da educação dos filhos. “Se uma mãe não matriculou o filho no início do ano, nós vamos à casa dela lembrá-la dessa obrigação. O mesmo acontece se um aluno falta, no mesmo dia vamos até a casa dele saber o que aconteceu”, exemplifica a diretora da escola, Ruthnéia Alves. “Somos conhecidas como as cangaceiras da educação. Um dia sem aula é um dia sem aprender”, afirmou. Como o colégio se localiza em uma região muito pobre, a equipe da escola aposta no que chama da “pedagogia do amor”, para criar esse vínculo afetivo com os alunos. “A família quer ser incluída, mas é preciso apenas que a escola saiba dizer a ela que está aberta para a participação”, defendeu Ruthnéia. Nas avaliações do Ministério da Educação, a escola piauiense, que atende 900 alunos, obteve resultados acima da média nacional. O foco do trabalho está na leitura. |
sábado, 1 de maio de 2010
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Poderia repetir aqui o comentário que fiz no primeiro tópico...mas então acrescento no tema a palavra 'limite' que anda paralela com a 'educação', não vejo como educar sem impor (muitos não gostam dessa palavra mas eu gosto) ou expor (para os menos conservadores)limites. E bato na tecla, educação vem de berço, começa em casa e para tal devemos ter mão firme sim! devemos cobrar as atitudes d nossos filhos não só em casa mas na escola e na sociedade, e principalmente cada pai sabe o filho que tem, muitos 'passam a mão na cabeça' defendendo-o e julgando a atitude da escola, sei por conhecer exemplos daqui, eu nunca fiz isso, se tem reclamação de má conduta, ou se meu filho falta a aula eu saberei e muito bem cobrar por essa falha, não vejo como pais omissos podem esperar que seus filhos aprendam os verdadeiros valores de uma sociedade, e principalmente da importância da escola nesse papel de construção de novos cidadãos.
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